Conheça o Relatório do módulo Control da neuroUP

Conheça o Relatório do módulo Control da neuroUP

Uma das principais vantagens da tecnologia de Biofeedback muscular é que, além da visualização  em tempo real dos sinais, também é possível gerar relatórios com análises completas sobre os movimentos. Esse documento pode ser visualizado com um PDF no computador, impresso ou compartilhado com clientes e profissionais parceiros. É uma forma objetiva de medir e comprovar os resultados do seu trabalho.

Recentemente, a neuroUP lançou um novo módulo chamado Control que expandiu ainda mais a capacidade de análise desse sistema portátil. Essa tecnologia nos permite uma série de novas métricas e possibilidades de uso e faz parte da assinatura DUO.

👑 Esse serviço amplia as possibilidades de uso do sistema da neuroUP através de recursos profissionais de análises da biomecânica de forma portátil. O control pode ser utilizado com a captação de sinais de um dispositivo Myobox, através neuroUP PRO, ou pela análise de dois músculos simultaneamente, com o neuroUP DUO.

Nesse post, nós iremos estudar cada etapa do relatório para entendermos todas as informações que podem ser geradas à partir dele. Veja como funciona a medição de sinais por esse módulo:

Calibração

A primeira etapa do uso do Control é a chamada Calibração. Nesse momento, nós iremos avaliar os níveis mínimos e máximo da atividade muscular que a pessoa é capaz de atingir.

Essas informações são a base para a geração dos gráficos e para as análises posteriores da sessão de exercícios.

A calibração começa com a coleta de 5 segundos da Potência muscular de repouso. É importante que a pessoa esteja em uma posição confortável e com o apoio da estrutura analisada para evitar que gravidade demande um aumento natural da contração dos músculos (ex.: braços apoiados em uma mesa ou cadeira). A atividade de repouso de pessoas saudáveis (sem dores ou disfunções musculares) costuma ser em torno de 3 a 5uV RMS.

Em seguida, o sistema irá coletar a Contração Voluntária Máxima (CVM). Esse valor de potência muscular será medido através da média da atividade de três tentativas de força máxima realizada pelo participante.

Essa contração será isométrica, ou seja, sustentada na mesma posição, durante todo o período de análise. É importante a realização de pausas de, ao menos, um minuto entre as contrações para evitar a fadiga e a diminuição do valor máximo atingido pelo participante.

Caso esteja utilizando dois Myobox (captação de dois músculos), o esperado é que o nível de simetria seja acima de 85%.

Com base nas duas informações anteriores, o relatório do Control irá realizar uma razão entre repouso e contração para analisar o quão distante as atividades mínimas e máximas estão.

De acordo com a literatura, em pessoas saudáveis, a atividade de repouso não pode ser maior do que 10% da atividade máxima coletada na CVM. Ou seja, é importante que a pessoa consiga manter o relaxamento mais de 10 vezes menor em relação à sua máxima para que o músculo, de fato, consiga descansar e não causar sobrecargas ou fadiga.

Atividade durante a sessão

Após a coleta dos dados da calibração, nós iremos iniciar a sessão propriamente dita. É nesse momento onde você irá solicitar para que a pessoa realize os exercícios que você deseja analisar a performance. 

A primeira forma de visualização de dados é pelo gráfico da evolução da atividade elétrica durante toda a sessão. Você poderá visualizar a potência muscular (escala de uV RM) durante o tempo de sessão. 

Esse valores aumentam quando existe o recrutamento de mais fibras musculares causadas pelas contrações.

Outra forma de analisar o desempenho muscular durante a realização dos exercícios é pelos valores da média e da quantidade de contrações fásicas (picos de ativação) realizadas durante o teste.

Esses valores podem ser avaliados de forma individual (valores absolutos) e comparados com a máxima ativação que cada músculo apresentou (valores normalizados).

No caso do exemplo à seguir, o participante realizou uma atividade média de 61,6 uV RMS no músculos trapézio, o que representou 12,7% da sua CVM (atividade máxima captada na calibração do início).

Por fim, o relatório do módulo Control nos oferece um gráfico de distribuição do esforço para que você possa entender o quanto de recrutamento esse exercício demandou do participante, comparado com a máxima capacidade que ela aguenta.

É uma forma de entender se o exercício que você solicitou está demandando baixo ou alto esforço e entender se o movimento é adequado para o seu objetivo com o cliente.

Para facilitar a compreensão, esse gráfico é divido em 4 zonas de ativação: repouso (até 10% da CVM), leve (de 10% a 33% da CVM), moderado (de 33% a 66% da CVM) e intenso (de 66% a 100% da CVM).

Na prática, esses valores representam a porcentagem do tempo em que o participante passou realizando exercícios dentro dessas faixas. E, é importante notar que essa análise dos esforços é personalizada, já que são normalizados com base no potencial máximo de recrutamento que a pessoa conseguiu antes da coleta, na calibração.

Você já é cliente da neuroUP e está com dúvidas sobre a interpretação de relatórios? Fale com a nossa equipe de suporte e esclareça todas as questões. Nós temos o compromisso de te ajudar obter os melhores resultados possíveis com a nossa solução.

Caso ainda não seja cliente, a nossa equipe de especialistas em tecnologia estará à disposição para conversar e entender como essa tecnologia pode te ajudar a obter melhores resultados e medir de forma objetiva o sucesso das suas intervenções:

Bira Maciel

Diretor Científico da neuroUP

Mestre em Neurociências pela UFPE

Fisioterapeuta pela UFPE/UCAM (Espanha)

ubirakitan@neuroup.com.br

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