Dicas de exercícios para a marcha (caminhada) após o AVC | Janaína Costa

Dicas de exercícios para a marcha (caminhada) após o AVC | Janaína Costa

Olá, me chamo Janaína Costa, sou Fisioterapeuta, com mestrado pela Universidade Trás Os Montes e Alto Douro (Portugal), professora das disciplinas de Fisioterapia Neurológica da Universidade de Passo Fundo (Rio Grande do Sul), por 13 anos e com experiência na reabilitação de pacientes neurológicos há mais de 18 anos.

Hoje, no terceiro episódio do Falando sobre AVC com você, vou falar um pouco mais sobre AVC e dar algumas dicas para quem teve um AVC.

Janaina Costa-neuroUP

Você sabia?

➡ Pelo menos 80% dos pacientes que tiveram AVC com uma perda de força podem voltar a caminhar (com ou sem equipamentos auxiliares). 

➡ A grande maioria dos pacientes pós AVC podem ser ensinados a caminhar ainda que possuam dificuldades após AVC.

Colocar o paciente em pé e auxiliar ao retorno da caminhada (marcha) é importante, principalmente porque auxilia a transferência de peso para o lado que possui a dificuldade pelo AVC e ainda serve para melhorar o equilíbrio. 

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O que mais meus pacientes falam é que sentem que, quanto mais colocam a perna no chão, mais ela treme. Uma das principais dificuldades dos meus pacientes é na postura em pé. Por mais que eles tentem, eles não conseguem descarregar o peso do corpo no lado que possui a dificuldade devido ao AVC. O que mais escuto é que a perna cansa, treme e acaba perdendo a força.

Mas, por que isso acontece?

Isso se dá pelo tônus aumentado (espasticidade) e aumento dos reflexos naquele lado.

É importante que, desde o início do AVC, os pacientes sejam acompanhados por uma equipe multidisciplinar, e que realizem as atividades logo após AVC, de uma maneira correta e acompanhado pelo profissional.

O que mais vejo é os pacientes chegarem em casa e não fazerem qualquer atividade.

É preciso que, desde o início, se façam posicionamentos corretos, para que se evitem encurtamentos e, o mais importante: inicialmente, há a plasticidade neuronal. Portanto, nunca deixe para depois a oportunidade de fazer algo por você, por pequenas coisas que sejam, mas é necessário começar.

Isso não significa que de uma hora para outra você precisa fazer tudo sozinho, mas simplesmente você deve ter todas as oportunidades de retorno às suas atividades, fazendo o máximo possível sem ajuda. O objetivo sempre deve ser obter o máximo de independência, mesmo com algumas dificuldades ou limitações que você ainda possui.

Mas como posso fazer isso de uma hora para outra?

Essas perguntas eu sempre ouço quando atendo meus pacientes: “Como vou conseguir fazer isso? Porque, cada vez que tento ficar de pé, menos consigo”.

O que sempre falo que tudo é uma “construção” e o processo de reabilitação é aos poucos. 

Assim como uma casa, precisamos construir fazer alicerce, colocar tijolo a tijolo, e assim vamos construir nosso processo de reabilitação. Não é de uma hora para outra.

Precisamos “construir” e eu, como fisioterapeuta, sei que há muito que fazer, mas a primeira coisa é que, desde início desse processo, você tente fazer o máximo que puder, pode até parecer bobo pra você fazer alguns exercícios que muitos fisioterapeutas fazem na fase hospitalar, mas esses são importantes no processo de reabilitação.

Portanto, isso vai fazer com que melhore a sua força já na fase inicial, o posicionamento correto na fase hospitalar também vai ajudar você a evitar possíveis encurtamentos e deformidades, que com toda a certeza dificultarão todo seu processo de reabilitação.

➡ Você tem que ficar atento às pequenas coisas que parecem não fazer o menor sentido. Para o sucesso do seu processo de reabilitação e a sua melhora, é necessário que você pense nisso.

Aqui vão algumas dicas que podem auxiliar nas principais dificuldades nos membros inferiores após AVC

➡ Importante praticar o deslocamento da pelve, movendo-se para frente em direção a beirada da cama e de volta a posição inicial. O quadril deve ser levantado da cama e os pés devem estar apoiados no chão. Ou seja, mover cada lado do quadril para cima e para frente, um de cada vez, aproximando o corpo da beirada da cama. Se não conseguir, peça ajuda do seu familiar.

A transferência de peso do corpo pode ser praticada pelo paciente com as mãos unidas e braços esticados, essa atividade pode ser proporcionada com os braços livres porque isso melhora o equilíbrio.   

Várias são as soluções para você se levantar dependendo do seu grau de dificuldade no momento:

 Uma das formas é pedir ao seu familiar ou cuidador colocar a mão nas costas e o joelho unido ao seu, e os seus braços entrelaçados ao pescoço dele.  Os pés devem ficar paralelos, se o pé ficar tenso pode pedir a seu familiar fazer uma leve pressão manual para baixo do quadril para o calcanhar, segurando a pelve com contato manual firme e aplicando forte pressão para baixo com estímulos precisos e firmes.

Várias são as formas de ficar em pé, isso vai depender do grau de dificuldade de que você possui:

 Uma das formas é projetar seu corpo para frente para ficar em pé, inicialmente com a ajuda de seu familiar ou cuidador.

 Outra forma de você ficar em pé, dependendo do seu grau de dificuldade e se você já tem um bom equilíbrio sentado: o seu familiar pode colocar a mão na sua pelve, seu pé com maior dificuldade deve ficar ligeiramente para trás, e você mantém seus braços esticados para frente, com as mãos unidas e depois inclinar o corpo para frente para se levantar.

 Outra forma é seu familiar ou cuidador guiar o movimento das suas mãos e colocar a outra mão nas suas costas e ajudar a projetar seu corpo para frente e para cima. Quanto antes, você deve ser encorajado a ficar de pé, dentro da sua dificuldade seja com auxílio de um familiar ou cuidador.

O objetivo dessas dicas é que no final você levante sem ajuda, com as mãos unidas e o cotovelo em extensão. E o mais importante: que você seja acompanhado por uma equipe de vários profissionais da saúde.

Tente fazer sozinho. Tente, um dia de cada vez. De nada adianta fazer exercícios exagerados no primeiro dia. Faça todos os dias, comece aos poucos.

Olá, me chamo Janaína Costa sou Fisioterapeuta, com mestrado pela Universidade Trás Os Montes e Alto Douro em Portugal, professora das disciplinas de Fisioterapia Neurológica da Universidade de Passo Fundo no RS por 13 anos e com experiência na reabilitação de pacientes neurológicos a mais de 18 anos. Sou certificada em Biofeedback pela neuroUP desde 2017 e faço parte da rede neuroUP Home que possibilita o uso da tecnologia de forma domiciliar com meu acompanhamento remoto.

:telephone_receiver:Telefone/WhatsApp: (55) 9192-7417  :envelope_with_arrow: E-mail: janafisio2013@gmail.com

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Descrição

Quais as principais aplicações?

Fisioterapia para o pós AVC

Acidente vascular cerebral (AVC)

A Fisioterapia no pós AVC tem o objetivo de mehorar a qualidade de vida e a independência através da redução da espasticidade e o aumento das funções motoras.

Lesão Medular

A Fisioterapia tem o objetivo de aumentar a funcionalidade do paciente com Lesão Medular para aumentar a independência na realização de atividades diárias.

Doença de Parkinson

A Fisioterapia tem o objetivo de reduzir as limitações funcionais causadas por rigidez, lentidão dos movimentos e alterações posturais, além da prevenção de quedas;

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