Recovery: medição objetiva da função muscular

Recovery: medição objetiva da função muscular

Quando as pessoas procuram um especialista para solucionar algum tipo de disfunção muscular, dois fatores são cruciais para garantir a adesão aos programas oferecidos:

1. Compreensão: as pessoas precisam entender o que está acontecendo com o corpo delas. Na maioria dos casos, elas não sabem que estão com desequilíbrios de força, com dificuldade para relaxar os músculos, apresentando movimentos inadequados ou com alteração na coordenação dos movimentos. Educar é uma parte muito importante do processo terapêutico.

2. Confiança: as pessoas precisam sentir segurança de que a avaliação foi realizada com base em dados e que as conclusões foram tomadas com o complemento de recursos objetivos e mensuráveis.

Portanto, o uso da tecnologia na avaliação da função muscular faz com que os achados fisiológicos sejam mais palpáveis e que possam ser visualizados pela pessoa ou por seus familiares.  É importante lembrar que são eles que têm o poder de decidir se irão ou não investir o tempo e os recursos financeiros na resolução desses desafios. Dessa forma, o profissional tem a missão de oferecer informações com clareza para justificar as linhas de intervenção que estão sendo propostas.

E, como diz o ditado:  “uma imagem fala mais que mil palavras”, o uso de gráficos e dados da avaliação muscular pode ser decisivo no processo de engajamento e de educação em saúde desejado.

Recovery: medição objetiva da função muscular

O Recovery é uma tecnologia desenvolvida pela neuroUP e que tem o objetivo de facilitar o acesso a instrumentos de medição da atividade muscular. Esse recurso tem como base a praticidade e a agilidade para que essa tecnologia seja facilmente somada à rotina dos profissionais.

O objetivo dessa tecnologia é avaliar a atividade do músculos durante fases de repouso, contração isotônica máxima e realização de movimentos (contrações isométricas).

A captação dos sinais musculares é realizada através do Myobox 2.0, um sensor muscular em miniatura que é fixado na superfície da pele através de eletrodos adesivos. Esse processo é realizado em menos de 2 min. O aparelho possui comunicação sem fio com o aplicativo da neuroUP para celulares e tablets Android. 

Nesse app é possível realizar as coletas da sessões com aplicativos de Biofedback que permitem a visualização em tempo real dos dados. Esses sinais podem ser armazenados e processados no neuroUP Database, servidor na nuvem que realiza os cálculos e gera relatórios com as análises dos sinais de forma automática. 

Como funciona na prática?

Calibração

A primeira etapa do Recovery tem o objetivo de calibrar o sistema com as atividades de repouso e de contração máxima do participante. A medição do repouso é realizada durante 5 segundos de relaxamento. Dessa forma, o sistema saberá quais são os limites mínimos de repouso que a pessoa é capaz de realizar com a musculatura.

Em seguida, é realizada a medição potência muscular máxima que é obtida através da média de 3 trials de Contração Voluntária Máxima (CVM) com atividade isométrica, com a duração de 5 segundos cada. Esse parâmetro irá quantificar a capacidade máxima de disparo elétrico das unidades neuromotoras.

Teste de desempenho motor

Após a calibração, o passo seguinte é realizar um teste do desempenho motor. Essa avaliação é personalizada de acordo as capacidades de cada participante e que foram identificadas na calibração inicial. O teste poderá ser realizado com os seguintes níveis de intensidade:

  • Leve: contrações entre 10% a 33% da CVM*.
  • Moderada: contrações entre 33% a 66% da CVM*.
  • Intensa: contrações entre 66% a 100% da CVM*.
*Contração voluntária máxima

A performance muscular é testada com um sistema de Biofeedback. Portanto, o aplicativo indica uma trajetória a ser percorrida pela pessoa com a contração muscular. E, ao mesmo tempo, a pessoa recebe feedbacks visuais e auditivos que indicam se contração muscular foi realizada corretamente ou não. Para tornar o processo mais lúdico, a potência muscular é representada por um nave espacial que sobe de acordo com o aumento da atividade.

Quando os asteroides estiverem na parte inferior da tela, significa que a pessoa deve relaxar o músculo. Quando os asteroides começarem a subir, a pessoa deverá aumentar gradualmente a força para seguir esse caminho. 

Esse teste é realizado de forma individualizada aos limites e capacidades de cada pessoa, já que os níveis de relaxamento e de contração são normalizados com base na calibração inicial. Portanto, uma pessoa com diminuição de força, por exemplo, irá realizar movimentos adequados à sua limitação motora.

Esses movimentos são realizados através de uma sequência aleatória de contrações musculares, com duração e intensidades determinadas pelo aplicativo. Dessa forma, é possível medir a capacidade de controle dos músculos.

Gráfico da sessão de Biofeedback gerado pelo neuroUP Database após uma sessão no aplicativo Recovery

Geração de relatórios

Ao final, é possível gerar relatórios estatísticos (neuroUP Database) com as seguintes informações:

  • Potência muscular de repouso: média da atividade durante a calibração do relaxamento, medida em uV RMS (potência elétrica).
  • Contração voluntária máxima (CVM): potência muscular média durante a calibração da ativação isométrica máxima, medida em uV RMS.
  • Desempenho: porcentagem de acertos durante o teste e que reflete a capacidade em relaxar e contrair nos momentos corretos durante o teste funcional. Esse marcador está relacionado com a coordenação motora e com a consciência corporal. 

Veja quais são os dados que são gerados automaticamente pelo neuroUP Database (módulo de estatística na nuvem) após uma sessão de avaliação com o Recovery:

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